top of page
Janaína Corá - fotografia por Sérgio Vignes
WhatsApp Image 2024-06-01 at 21.53.59.jpeg
WhatsApp Image 2024-06-01 at 22.07.04.jpeg

Janaína Corá (Chapecó, SC, 1978) é artista visual e professora de arte. Mestre em Educação, atua na educação básica, superior e formação de professores. Foi membro do Conselho de Cultura do Município e faz parte da quarta formação da Achap: Associação Chapecoense de Artistas Plásticos. Atua nas causas indígenas e na Redyala: Rede Latino Americana de Diálogos Decoloniais e Interculturais. Participou de exposições coletivas e individuais desde 1999. Dentre elas: Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis; edital de Arte Urbana pela Secretaria de Cultura de Chapecó, com o mural Kanhgág jamã vỹ gé; Bienal de Curitiba, polo Florianópolis; Exposição Coletiva Térrea, São Paulo; exposição Comunidade em Ressonância, Centro Cultural Veras, Florianópolis. Realizou residência artística Art Circle Internacional, na Eslovênia. É artista representada pela Helena Fretta Galeria de Arte, de Florianópolis, SC. Premiada no Salão de Artes Neocy Fin da Fundação Cultural de Chapecó.

 

Cresci vendo as pinturas da minha mãe em casa, elas cobriam toda a parede da sala, até o alto, lembro de como eu "entrava” em cada lugar daquelas pinturas, caminhava na neve, seguia pelo caminho no meio das árvores, dobrava a esquina para ver o tinha adiante, entrava nas casas, colocava os pés na água do rio, como a gente viaja lendo um livro, eu viajava naquelas pinturas.

Mas quando tinha sol, as viagens eram no quintal, debaixo da plantação de mandioca ou em cima do pé de amora, colhendo cenoura, recolhendo a lenha para o fogão. Também fui ser um pouco bailarina.

Depois que deixei de ser criança e isso demorou muito, felizmente, percebi que o mundo era mais complicado.

 

Estudei desenho, história da arte na adolescência e na universidade Licenciatura em Arte.

Me tornei mãe, da Sofia, do Francisco e do João Miguel. 

Percebi as afinidades entre ser artista, ser professora e ser mãe, e como uma experiência poderia contribuir com a outra.

Neste processo, recomecei e precisei aparar as farpas.

Retornei à universidade e à pesquisa.

Enfrentar a si, enfrentar o outro, enfrentar as injustiças, nem sempre por opção, mas por necessidade, de dignidade, de fidelidade à moral (não ao moralismo).

O ser individual, o ser coletivo, o ser político. 

bottom of page